domingo, 14 de junho de 2009
Talvez devesse andar de ponta cabeça e cochilar a maior parte do tempo,talvez fosse melhor.
Meu espírito e minhas memórias continuam as mesmas,indiferentemente do lugar onde eu esteja,eis o problema.Fugir de você tornou-se fugir de mim mesma.Fugir de uma história mal contada,parece que o doce foi tirado de minhas mãos antes de eu conseguir dar a primeira mordida.
E droga,como eu queria dar essa primeira mordida.
Quando me pergutam eu digo que estou bem,e realmente estou.Só me falta o desfecho para uma história que não criei sozinha.Sou criativa o suficiente para pensar em desfechos para várias situações,de todos os tipos...mas para esse pedaço da minha vida eu não sei o que pensar.Por mais que tenha se tornado previsível com o passar do tempo,é...eu não sei o que pensar.Mas penso que qualquer desfecho que aconteça,irá me agradar...vai me dar paz de uma vez por todas,é um paradigma.Quem disse que eu quero paz?Ter esse doce roubado de mim e ficarem ostentando ele bem na frente dos meus olhos se tornou um bom ponto para se fixar,admito.Eu gosto disso...apesar de tudo.Me faz pensar.É o tipo de dúvida que eu gosto de conviver,pode me chamar de masoquista se quiser,não tem problema.Houveram momentos em que eu quase alcancei,quase.Mas me foi empurrado pra longe novamente meu prêmio.
Queria concluir essa história não para sentir o sabor do doce ou pra me sentir melhor possuindo-o em minhas mãos.Mas para saciar minha curiosidade sobre esse maldito desfecho.
domingo, 31 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
Marquês de Sade
(texto do Marquês de Sade)
Voluptuosos de todas as idades e de todos os sexos é a vós apenas que ofereço esta obra: nutri-vos de seus princípios, eles beneficiam vossas paixões, e essas paixões, com as quais os frios e insípidos moralistas vos assustam, são apenas os meios que a natureza emprega para que o homem alcance as intenções que ela tem sobre ele; atentai apenas a essas paixões deliciosas; seu órgão é o único que vos deve conduzir à felicidade.
Mulheres lúbricas, que a voluptuosa Saint-Ange seja vosso modelo; desprezai, a exemplo dela, tudo o que contraria as leis divinas do prazer que a acorrentaram durante toda a vida.
Donzelas cerceadas durante um tempo demasiado longo nos laços absurdos e perigosos de uma virtude fantástica e de uma religião repugnante, imitai a ardente Eugênia; destruí, pisai, com a mesma rapidez que ela, em todos os preceitos ridículos inculcados por pais imbecis.
E vós, amáveis debochados, vós que, desde a juventude, não tendes outros freios senão vossos desejos nem outras leis senão vossos caprichos, que o cínico Dolmancé vos sirva de exemplo; ide tão longe quanto ele se, como ele, quereis percorrer todos os caminhos floridos que a lubricidade vos prepara; deixai-vos convencer ao seu ensino de que apenas ampliando a esfera de seus gostos e de suas fantasias, apenas sacrificando tudo à voluptuosidade é que o infeliz indivíduo conhecido como homem, e lançado a contragosto nesse triste universo, pode conseguir semear algumas rosas nos espinhos da vida.
Marquês de Sade. A Filosofia na Alcova. Tradução de Mary Amazonas Leite de Barros. São Paulo: Circulo do Livro, s/data.
sábado, 11 de abril de 2009
o vento
Fez o café dele esfriar,o balão da criança escapar e a franja nos olhos de alguém surgir.
O vestido dela levantou,mas não por muito tempo.
Às vezes alguém tossia com sua presença,ou suspirava.
Conseguia acariciar todos os rostos,levando a flor do cabelo dela ou o suor da testa dele.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Travaria uma guerra contra todas elas.
Malditas,não as compreendia...como conseguiam ser tão organizadas?Nunca perdiam o foco,sempre juntinhas confabulando (ele sabia que elas confabulavam muitas coisas).
Mudava suas coisas de lugar,seus habitos,já tinha experimentado de todos os tipos de 'soluções' inventadas para combatê-las mas realmente não estava funcionando,matar todas elas pra quê?Sempre vão aparecer outra e mais outra e mais outra..estão por toda a parte e não consiguia se manter longe,elas acabam vindo até ele sozinhas.De longe são todas bonitinhas,pequenininhas,aparentemente inofencivas...agora não tem outra coisa que ocupe a sua mente a não ser o problema que elas me causaram.Dinheiro!O dinheiro que gastou com elas,tenho que dizer...é o que o perturba mais.
Mas tinha que admitir que eram inteligentes,um dos serezinhos mais inteligentes.Sei que com isso ele concordava embora as insultasse sempre,elas davam a volta por cima dele quando quisessem.
A incapacidade de entendê-las o revoltava ao mesmo tempo que a complexidade dos seus atos o encantavam,encantavam tanto que o faziam espumar.
"Malditas formigas",ele repetia fazendo uma barreira de cravos ao redor do açucareiro.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Teoria dos Joelhos
Alias,isso já deve estar escrito em algum livro,algum lugar...alguém já deve ter pensado nisso.Ah,quantas coisas que penso que acabo não escrevendo também...